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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Raízes do Cariri: a ascendência de Camilo Santana na Estirpe de Santa Teresa

A ascendência de Camilo Santana e sua ligação com as antigas famílias do Cariri e a Estirpe de Santa Teresa



    A genealogia das famílias tradicionais do Cariri cearense está profundamente ligada às antigas linhagens que povoaram a região a partir do século XVIII, especialmente aquelas relacionadas ao antigo Engenho Santa Teresa, um dos mais importantes núcleos de povoamento e formação familiar do sul do Ceará colonial.

    Dentro desse contexto histórico e genealógico, encontra-se a linhagem materna de Camilo Santana que passa pelas famílias Sobreira, Amorim, Silveira e Gonçalves, todas com presença antiga na região do Crato, Barbalha e Juazeiro do Norte.

    Camilo Sobreira de Santana é filho de Eudoro Walter de Santana e de Ermengarda Maria de Amorim Sobreira. Sua mãe, Ermengarda, é filha de José Sobreira de Amorim e de Maria Neli Sobreira da Silveira, pertencentes a famílias tradicionais do Cariri.

    Subindo mais uma geração, Maria Neli Sobreira da Silveira era filha de João Alexandre Sobreira da Silveira e de Cecília Gonçalves Sobreira. João Alexandre, por sua vez, era filho de José Alexandre da Silveira e de Rosa Dias Sobreira, pertencente à antiga família Dias Sobreira do Cariri cearense.

    A família Dias Sobreira aparece nas genealogias antigas do Cariri ligada por diversos casamentos às famílias Cruz, Saraiva, Santana, Macedo e Landim, que formam o conjunto das antigas famílias descendentes do Engenho Santa Teresa.

    Essas famílias são conhecidas historicamente como descendentes da estirpe formada a partir do capitão José Paes Landim fundador do Engenho Santa Teresa no século XVIII, tronco de numerosas famílias que povoaram o Cariri e deram origem a diversas linhagens tradicionais da região.

    Essas informações genealógicas seguem o método utilizado nas obras de genealogia regional, especialmente nas pesquisas presentes no livro A Estirpe de Santa Teresa do pesquisador Joaryvar Macedo, que estudou a formação das famílias descendentes do antigo Engenho Santa Teresa e suas ramificações pelo Cariri cearense.


Ascendência materna de Camilo Santana (Formato genealógico hierárquico) até a 14ª Geração



1ª Geração: Camilo Sobreira de Santana

Filho de:

1.1 Eudoro Walter de Santana

1.2 Ermengarda Maria de Amorim Sobreira

2ª Geração: Ermengarda Maria de Amorim Sobreira

Filha de:

1.2.1.José Sobreira de Amorim

1.2.2 Maria Neli Sobreira da Silveira


3ª Geração:. Maria Neli Sobreira da Silveira

Filha de:

1.2.2.1 João Alexandre Sobreira da Silveira

1.2.2.2 Cecília Gonçalves Sobreira

 4ª Geração: João Alexandre Sobreira da Silveira

Filho de:

1.2.2.1.1 José Alexandre da Silveira

1.2.2.1.2 Rosa Dias Sobreira

5ª Geração: Rosa Dias Sobreira

Filha de: 

1.2.2.1.2.1 Abel Dias Ferreira

1.2.2.1.2.2. Joana Belmira Sobreira 

____

6ª Geração: Abel Dias Sobreira

Filho de:

1.2.2.1.2.1.1 José Gonçalves Dias Sobreira. Falecido com 67 anos em 1896. Casado na famílias com 

1.2.2.1.2.1.2. (esposa da família Cruz/Saraiva)

________

7ª Geração:. José Gonçalves Dias Sobreira (Famíla Cruz/Gonçalves)

Filho de: 

1.2.2.1.2.1.1.1.Capitão Joaquim Gonçalves Landim (Maroto dos Carás) 

1.2.2.1.2.1.1.2. Senhora da família Cruz/Saraiva

______

8ª Geração: Capitão Joaquim Gonçalves Landim (Maroto dos Carás) 

Filho de: 

1.2.2.1.2.1.1.1.1. Gonçalo Gonçalves Landim, casou com;

1.2.2.1.2.1.1.1.2. Maria Saraiva de Almeida 

______

9ª Geração: Gonçalo Gonçalves Landim

Filho de: 

1.2.2.1.2.1.1.1.1.1. Manuel Gonçalves Landim, casou-se com;

1.2.2.1.2.1.1.1.1.2. Senhora da família Alencar/Bezerra 

_______

10ª Geração: Manuel Gonçalves Landim

Filho de: 

1.2.2.1.2.1.1.1.1.1.1. Tenente-Coronel Antônio Gonçalves Landim - oficial da guarda nacional do Crato. Casou-se com;

1.2.2.1.2.1.1.1.1.1.2.. Antônia Maria Saraiva 

_______

11ª Geração: Tenente-Coronel Antônio Gonçalves Landim 

Filho de: 

1.2.2.1.2.1.1.1.1.1.1.1. Antônio Paes Landim - Alferes das ordenanças - família Paes Landim, casou-se com;

 1.2.2.1.2.1.1.1.1.1.1.2. Maria Josefa da Cruz 

________________

12ª Geração: Alferes Antônio Paes Landim 

Filho de:

1.2.2.1.2.1.1.1.1.1.1.1.1 Domingos Paes Landim, caous-se com;

1.2.2.1.2.1.1.1.1.1.1.1.2. Maria da Cruz Saraiva 

__________

13ª Geração: Domingos Paes Landim 

Filho de:

1.2.2.1.2.1.1.1.1.1.1.1.1.1. Capitão José Paes Landim

1.2.2.1.2.1.1.1.1.1.1.1.1.2. Geralda Rabelo Duarte 

Este Casal é considerado o tronco dos TERÉSIOS.

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Observação importante 

    A ascendência acima segue metodologia genealógica ascendente, baseada em registros históricos, genealogias regionais e estudos das famílias do Cariri. As gerações mais recentes possuem base documental mais consistente, enquanto as gerações mais antigas são reconstruídas a partir de genealogias históricas e interligações entre famílias tradicionais da região, podendo requerer confirmação documental adicional.


Considerações históricas e genealógicas

    A genealogia das famílias do Cariri é marcada por inúmeros casamentos entre famílias tradicionais ao longo dos séculos XVIII e XIX, o que faz com que muitas famílias atuais da região tenham ligação, direta ou indireta, com os troncos familiares originados no período colonial, especialmente aqueles ligados ao Engenho Santa Teresa.

    A linhagem materna de Camilo Santana, através das famílias Sobreira, Silveira, Amorim e Gonçalves, liga-se às antigas famílias do Cariri cearense formadas no período colonial. Entre essas famílias estão os Dias Sobreira, Cruz, Saraiva e Gonçalves, que por sua vez possuem ligação genealógica com os ramos Paes Landim e Gonçalves Landim, descendentes do capitão José Paes Landim, fundador do Engenho Santa Teresa no século XVIII.

    Dentro dessa linhagem aparece o Capitão Joaquim Gonçalves Landim, conhecido como Maroto do Carás, pertencente à família Gonçalves Landim, descendente do Alferes Antônio Paes Landim. A partir das famílias Gonçalves, Cruz e Dias Sobreira, a linhagem segue até Rosa Dias Sobreira, passando depois pelas famílias Silveira, Sobreira e Amorim, chegando à mãe de Camilo Santana, Ermengarda Maria de Amorim Sobreira.

    Dessa forma, a ascendência materna de Camilo Santana insere-se no conjunto das antigas famílias descendentes do Engenho Santa Teresa, conhecidas historicamente como Terésios, que deram origem a grande parte das famílias tradicionais do Cariri cearense.

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Fontes e referências

Genealogias das famílias do Cariri cearense

Registros civis e biográficos

Obras genealógicas regionais

Instituto Cultural do Cariri

Livro A Estirpe de Santa Teresa de Joaryvar Macedo

Registros históricos do Crato e Juazeiro do Norte

domingo, 29 de março de 2026

MOSTEIRO DE NOSSA SENHORA DE LANDIM E LIGAÇÕES COM O SOBRENOME LANDIM



Resenha Histórica

    Quando se fala em Landim há um não sei quê de balsamo que nos enebria a alma. A fonte deste prazer advém dos encantos e da beleza românica que o augusto Mosteiro transmite oferece aos seus habitantes e visitantes. De facto, trata-se de um dos exemplares mais emblemáticos do estilo românico da região Entre-Douro e Minho.
    Respeitado com carinho e admiração, este notável legado histórico do século XI, tem sido, desde há muito tempo o principal ponto de atracção turística da localidade. Fundado pelo conde D. Rodrigo Forjaz da Transtâmara, filho do conde D. Forjaz Vermui, um dos companheiros do conde D. Henrique, foi reedificado por D. Miguel da Silva, da casa dos Silvas de Portalegre, bispo de Viseu e cardeal de Roma. A sua igreja venera a imagem de Nossa Senhora de Landim, outrora denominada por Nossa Senhora de Basta. Mas o peso da História passa, também, pela Irmandade de Senhor das Santas Chagas, instituída pelos próprios Landinenses em 1570, com o intuito de acompanhar o Homem em toda a sua dimensão humana. Na realidade, ainda hoje, há freguesia que nutrem um amor inefável por esta confraria… As várias capelas que a freguesia possui, para além de varias alminhas em Ponte, Burgo, Boavista e S. Brás, e das inúmeras heranças românicas, remetem para um passado longínquo, mas historicamente valioso…


História:

    A história da freguesia de Santa Maria de Landim confunde-se com a do seu Mosteiro, visto que ela nasce para a história graças à fundação do Mosteiro, em 1096, por D. Rodrigo de Forjaz Trastamara, filho do Conde de Trastamara, nobre francês que atraído para a Península pelas guerras de Afonso VI, rei de Leão, contra os mouros.
Fonte: Mosteiro de Landim 



    Fundado em finais do 
século XI, o convento foi entregue aos Frades Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, que viu aumentar o seu património, quando D. Gonçalo Gonçalves e D. Rodrigo Gonçalves Pereira (filhos do Conde D. Gonçalo Rodrigues) lhe doaram o rico e extenso Couto de Palmeira, com sede no lugar de Santa Eulália.

Vista aérea do Mosteiro - Fonte: Mosteiro de Landim 


    É certo que, existe uma confusão histórica na atribuição primaz quanto à fundação “Couto”, direitos e privilégios entre o de Landim e Palmeira. No entanto, a maioria dos estudiosos defende a integração deste naquele, porque o de Landim se firmou, prevalecendo e dominando o de Palmeira.
    Ao longo dos séculos o mosteiro recebeu grandes privilégios por parte dos poderes religiosos e da própria monarquia, que o isentou de submissão e lhe garantiu grandes rendimentos pelo contributo de numerosos casais existentes no perímetro do Couto que chegava à jurisdição de Barcelos.

Quinta do Mosteiro - Fonte: Mosteiro de Landim 


    O Couto teve igualmente o título de Condado, desde o reinado de D. Afonso IV, privilégio que D. João I conservou, atribuindo-lhe ainda jurisdição civil, por carta de doação feita em Lisboa, a 19 de Setembro de 1410.
Aquando da morte do último prior do mosteiro, D. Frei António da Silva, em 1560, o convento passou para a Comenda do Cardeal Alexandre Farnegia, por concessão do Papa Pio IV.
    D. Frei Filipe, procurador-geral dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, no entanto, encontrando-se nessa altura em Roma, conseguiu que o referido Cardeal desistisse da posse da Comenda. Em 1562, o Mosteiro foi unido ao de Santa Cruz de Coimbra, da mesma ordem. Em 1770, porém, o Convento foi extinto e vendido a particulares, com autorização do Papa Clemente XIV. Em 1790, o Couto (então, “instituição” em decadência) foi transformado em Concelho, que se manteve até 1836, ano da grande reorganização administrativa encetada por D. Maria II.
    Apesar de a fundação do Mosteiro ter ocorrido no século XI, a sua Igreja é da segunda metade do século XII.
    Em Março de 1996, a Igreja e a Casa do Mosteiro foram considerados por decreto “Imóvel de Interesse Público”.
    O conjunto de três capelas de São Brás - Senhor das Santas Chagas e Senhor dos Paços, em pedra; da Senhora do Carmo, com fachada Barroca; e a de Santa Marinha, construída há mais de quatrocentos anos, completam o rico património religioso da freguesia.
    Em termos arquitectónicos, Landim possui algumas belas casas senhoriais. O Solar do Souto, com um espigueiro datado do início do século, em madeira de castanho, tem o seu tecto revestido a telha francesa. Na Casa Agrícola deste Solar, podemos ainda encontrar uma pia do século XVIII. O Solar da Basta é uma casa de pedra muito antiga, com as portas bastante trabalhadas, talvez por entalhadores de Landim.

Porta da Casa da Torre do Mosteiro de Landim - Fonte: Mosteiro de Landim 

    O brasão esculpido sobre a porta da casa da torre do Mosteiro de Landim, em Vila Nova de Famalicão, representa a transição histórica do edifício de um domínio religioso para a propriedade privada da família Landim, que ainda hoje detém o imóvel.


Reconstituição digital do brasão da família Landim, baseada na descrição heráldica do Armorial Lusitano e inspirada no brasão esculpido sobre a porta da Casa da Torre do Mosteiro de Landim, em Portugal. Imagem gerada por inteligência artificial para fins ilustrativos.



Origem do Brasão

    O brasão pertence à família de Manuel Baptista Landim (1715-1788). A sua origem está diretamente ligada à compra do mosteiro no século XVIII:

* A Aquisição (1770-1775): Após a extinção da Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho e a subsequente desamortização dos bens da Igreja pelo Marquês de Pombal, o mosteiro foi vendido. Manuel Baptista Landim, um abastado proprietário local, adquiriu o edifício e a sua cerca em 1775.

* A Heráldica: O brasão que se vê na torre é uma marca de posse e estatuto. Tradicionalmente, as armas da família Landim (ou as adotadas por Manuel Baptista para simbolizar a sua nova linhagem senhorial) foram esculpidas para oficializar a transformação daquela ala do mosteiro na residência da família (a Casa do Paço ou Casa da Torre).


Por que foi esculpido nesse local?

A colocação do brasão sobre a porta da torre tem objetivos específicos:

1. Sinal de Propriedade Privada: No contexto do século XVIII, esculpir as armas de família na pedra era a forma definitiva de declarar que o espaço já não pertencia à Igreja, mas sim a um senhor laico.

2. Prestígio Social: Ao colocar o brasão numa das partes mais visíveis e imponentes do conjunto (a torre), a família Landim afirmava a sua ascensão social e a sua ligação a um local de profunda importância histórica e religiosa que remontava ao século XII.

3. Continuidade e Memória: A família manteve a propriedade por dez gerações até aos dias de hoje. O brasão serve como um "elo de ligação" entre as raízes medievais do mosteiro e a história da família que o preservou após a saída dos monges.


O Mosteiro de Nossa Senhora de Landim e as possíveis origens da família Landim


    No coração do norte de Portugal, na região do Minho, encontra-se um dos mais antigos e simbólicos marcos históricos ligados ao sobrenome Landim: o Mosteiro de Nossa Senhora de Landim. Mais do que uma construção religiosa, este espaço representa um ponto de partida para compreender as raízes toponímicas e históricas associadas ao nome Landim.

Origem e fundação


    O mosteiro tem origem medieval, remontando ao século XII, período de consolidação do território português após a formação do Reino sob Afonso I de Portugal. Inicialmente ligado à ordem beneditina, o mosteiro fazia parte de uma rede de instituições religiosas que tinham papel central na organização social, econômica e espiritual da época.

    Na Idade Média, mosteiros como o de Landim não eram apenas centros religiosos — eram também polos de administração territorial, produção agrícola e preservação cultural. Registros e documentos produzidos nesses locais constituem, até hoje, importantes fontes para estudos genealógicos.


Importância histórica do mosteiro


Durante séculos, o Mosteiro de Landim exerceu forte influência local. Entre suas principais funções estavam:
Administração de terras e rendimentos agrícolas
Registro de batismos, casamentos e óbitos
Formação religiosa e intelectual
Apoio à população local

    Esses registros são particularmente relevantes para quem busca reconstruir árvores genealógicas, pois muitos documentos paroquiais portugueses têm origem em instituições como esta.


Um símbolo de identidade


O Mosteiro de Nossa Senhora de Landim permanece como um poderoso símbolo de origem para aqueles que carregam o sobrenome.

Ele representa:
Um vínculo com a história medieval portuguesa
A conexão entre território e identidade familiar
Um ponto de partida para a busca das raízes

Mais do que um local físico, o mosteiro é um marco cultural que ajuda a compreender como nomes, famílias e histórias se entrelaçam ao longo dos séculos.



LANDIM: ORIGEM, HISTÓRIA E PRIMEIROS REGISTROS DA FAMÍLIA


Brasão da família Landim criado digitalmente através de IA.


Origem do sobrenome Landim

    O sobrenome Landim é de origem portuguesa e provavelmente possui caráter toponímico, ou seja, surgiu a partir do nome de um lugar. Na Idade Média, era comum que as pessoas passassem a ser identificadas pelo local de onde vinham, especialmente quando se mudavam para outras regiões. Assim, alguém que vinha de uma localidade chamada Landim passava a ser conhecido como “Fulano de Landim”, e com o tempo isso se transformava em sobrenome de família.

    Esse processo aconteceu com muitos sobrenomes portugueses e espanhóis e explica a origem de grande parte dos nomes de família que existem hoje no Brasil.


Landim em Portugal

Brasão da freguesia de Landim em Portugal - Fonte: https://www.heraldicacivica.pt/vnf-landim.html#gsc.tab=0


    Em Portugal existe a freguesia de Landim, localizada no norte do país, na região do Minho, uma das áreas mais antigas de povoamento de Portugal e muito importante na formação do antigo Condado Portucalense, que deu origem ao país.

    É bastante provável que o sobrenome Landim tenha surgido a partir dessa localidade, sendo inicialmente utilizado por pessoas que nasceram ou possuíam terras na região. Com o passar do tempo, o nome foi sendo transmitido de geração em geração como sobrenome familiar.

    Muitas famílias portuguesas que vieram para o Brasil durante o período colonial eram originárias do norte de Portugal, o que reforça a possibilidade de que os Landim brasileiros tenham origem nessa região.


Referências heráldicas sobre a família Landim


    Existem também registros antigos sobre a família Landim em obras de heráldica e genealogia, como o Índice Heráldico e o Armorial Lusitano.

    Segundo o Índice Heráldico (1872), alguns nobiliários afirmavam que a família Landim seria oriunda da Inglaterra, tendo vindo para Portugal com o Duque de Lancastro. Entretanto, o próprio registro afirma que existem memórias mais antigas da família já em Portugal, em um período em que o local que passou a se chamar Landim era anteriormente chamado Nandim, indicando uma possível transformação do nome ao longo do tempo.

    O mesmo documento levanta ainda a hipótese de que a família Landim possa ter ligação com os Landini da cidade de Piacenza, uma antiga família nobre italiana. Essa hipótese se baseia na semelhança dos brasões e das cores heráldicas das duas famílias, especialmente o uso das cores prata e vermelho com uma faixa no escudo.
"LANDIMEsta familia dizem muitos nobiliarios ser oriunda de Inglaterra, que passou a este reino com o duque de Lancastro; porém contra isto temos o acharmos memorias d’ella mais antigas neste reino, e em tempo em que o couto que agora por Corrupção se chama Landim, era então chamado Nandim, e nunca os d’esta familia tiveram senhorio. É muito provável que seja descendente dos Landins de Placencia em Italia, que é uma das quatro mais nobres famílias d’aquela cidade, d’onde passaria alguma pessoa em tempos muito antigos a este reino : Isto se infere das cores dos escudos que uma e outra tem, que é de prata e vermelho, e a faixa no meio do escudo, ainda que com alguma diferença, que pôde proceder da com que se dão também as mesmas armas aos filhos segundos e terceiros de qualquer casa." Índice Heráldico (1872).

 

 

    Essas informações mostram que o sobrenome Landim pode ter uma origem muito antiga e possivelmente ligada a diferentes regiões da Europa, embora a presença do nome em Portugal esteja historicamente associada à localidade de Landim.

Segundo os registros heráldicos, o brasão da família Landim é descrito como:

    De prata, com uma faixa de vermelho, acompanhada, em chefe, de uma cabeça de leopardo do mesmo. Timbre: a cabeça de leopardo do escudo entre duas asas estendidas de ouro.

Brasão: “De prata, com uma faixa de vermelho, acompanhada, em chefe, de uma cabeça de leopardo do mesmo. Timbre: a cabeça de leopardo do escudo entre duas asas estendidas de ouro.” Armorial Lusitano (1961).

   Esse brasão aparece descrito tanto no Armorial Lusitano quanto no Índice Heráldico.

Recriação com IA do brasão da família Landim de acordo com a descrição no Armorial Lusitano


Versão do brasão dos Landim, apresentado no livro a Estirpe de Santa Teresa, Joaryvar Macedo, 1974.

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O primeiro Landim conhecido


    De acordo com o Armorial Lusitano, a pessoa mais antiga conhecida com esse apelido foi Estevão Anes de Landim, donatário das terras de Candeias e Mecansos, em Santa Maria de Oliveira, por carta do rei D. Fernando, passada no ano de 1373.

“A pessoa mais antiga que se conhece deste apelido é Estevão Anes de Landim, donatário das terras de Candeias e Mecansos, em Santa Maria de Oliveira, por carta de D. Fernando, passada em 1373. Seu filho João de Landim foi vassalo de D. João I e recebeu com D. Maria de Vasconcelos, filha de Mem de Oliveira e de sua mulher D. Joana Garcia. Este João de Landim foi sepultado à porta da igreja de Santiago de Estremoz, localizada na cidade de Evora em Portugal. Dele e de sua mulher descendem os de apelido Landim.”  Armorial Lusitano (1961)

Igreja de Santiago de Estremoz, Évora, Portugal 
   

     Seu filho, João de Landim, foi vassalo de D. João I e casou-se com D. Maria de Vasconcelos, filha de Mem de Oliveira e D. Joana Garcia. João de Landim foi sepultado à porta da Igreja de Santiago de Estremoz, em Portugal. Segundo os registros, dele e de sua esposa descendem os que passaram a usar o sobrenome Landim.


Gaspar Dias de Landim e o brasão da família


    Outro personagem importante na história da família foi Gaspar Dias de Landim, cavaleiro da Casa Real e contador da fazenda na comarca de Évora e Estremoz. Ele recebeu carta de brasão de armas do rei D. João III no ano de 1539.



Descendência de Gaspar Dias de Landim

    Gaspar Dias de Landim casou-se duas vezes e teve filhos que deram continuidade à família. Entre seus descendentes aparecem nomes ligados a Vila Viçosa, Évora, Borba e Arraiolos, em Portugal, onde surgem registros de batismo, casamento, cargos públicos, vida religiosa e funções administrativas.

A Gaspar Dias Landim contador da fazenda das comarcas de Evora e Portalegre que era por seu pae da familia dos de Abul e por sua mãe Landim, se passou brazão de armas dos Landins em 21 de junho de 1539 de onde consta que são em campo de prata uma faxa vermelha e em chefe uma cabeça de leão de sua côr timbre a cabeça de leão do escudo entre duas azas de oiro. Assim as achamos no Cartorio da Nobreza Villas boas traz a cabeça de leão Vermelha e a do escudo tambem entre duas azas de oiro o que não achamos no registro desta mercê a côr deve ser aleonada. Esta mercê foi feita em Lisboa a 16 de abril de 1539 e acha-se o registro na Chancellaria de el rei D. João III liv. xxvII, fl. 40 v. Difere na descripção. Índice Heráldico (1872).

 

“ Gaspar Dias Landim – em Villa Viçosa, na doação ao Collegio de Meninos Orphãos, em 1564, de um Padrão de onze mil réis da Duqueza D. Isabel, denuncia-se fidalgo da – “Casa del Rey nosso senhor e seu contador de sua fazenda na comarca da cidade de Evora e almoxarifado de Estremoz”, - Em Evora, revela-se-nos como natural de Extremoz, residente em Evora, cavaleiro de Christo e comendador de S. Miguel da Terra da Feira, tendo disposto de uma Capella em Estremoz, em 1531, recebido Carta d’armas, de D. João III em 1539, e casado , pela segunda vez em 2 de outubro de 1563.” CORDEIRO apud LANDIM (1892)  

Nuno Frs. Cogominho, casado pela segunda vez com D. Elena de Mello, são pais de:

1. GASPAR DIAS LANDIM, casou-se duas vezes, primeiro com D. Ignes de Mello, morou em Vila Viçosa distrito de Evora, casado pela segunda vez em 2 de outubro de 1563, teve os seguintes filhos:

1º. Nuno Frs. de Mello s. g. , batizado em 8 de outubro e 1564.

2º. André de Mello Cogominho, em 31 de março de 1567, casou com Maria de Vilhena, filha de Gil Vaz Lobo e D. Leonor Pr.ª e tiveram Dona Briolanja de Mello Cogominho herdr.ª da casa de seu pai e mulher de J. de Beja Marmeleiro.

3º. Vicência, em 18 de fevereiro de 1569.

NETO E BISNETOS

NOTA: não se sabe qual dos filhos de GASPAR DIAS LANDIM foi o pai deste seu neto de mesmo nome. 

NETO
GASPAR DIAS LANDIM. Nasceu em Borba, e casou em 6 de julho de 1605,em Araiollos, com Francisca Barreto, filha de Nicolau Coelho e Isabel Rodrigues, e tiveram os seguintes filhos:

BISNETOS
1º. Gaspar Barreto, foi frade com o nome de Gaspar de S. Pedro.

2º. Nicolau Coelho, se doutorou e nos aparece letrado em Evora.

3º. Francisco Barreto de Landim, juiz de fora, da Certã, e era morto em 1670.

Entre os descendentes aparecem:
Gaspar Barreto (frade)
Nicolau Coelho (letrado em Évora)
Francisco Barreto de Landim (juiz de fora da Certã)

    Esses registros mostram que a família Landim estava ligada a funções administrativas, religiosas e jurídicas em Portugal nos séculos XVI e XVII.


A família Landim no Brasil


    Durante os séculos XVII, XVIII e XIX, muitos portugueses migraram para o Brasil em busca de terras, comércio e novas oportunidades. Entre essas famílias, vieram também pessoas com o sobrenome Landim.

    No Brasil, o sobrenome se espalhou principalmente pelo Nordeste, especialmente nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Com o tempo, formaram-se diversos ramos da família, muitos deles sem saber exatamente o ponto de ligação entre si, mas provavelmente descendentes de um mesmo tronco português.


Os Landim no Ceará e no Cariri


    No Ceará, o sobrenome Landim aparece em registros antigos de cartórios, inventários, registros de batismo e casamento em igrejas, indicando que a família está presente na região há muitas gerações.

    Na região do Cariri, várias famílias Landim participaram da formação de comunidades rurais, fazendas, sítios e posteriormente das cidades, contribuindo para o desenvolvimento da região.

    A história da família Landim no Cariri ainda está sendo reconstruída por meio de pesquisas genealógicas, documentos antigos, fotografias e relatos de familiares.


Pesquisa genealógica e preservação da memória


    Pesquisar a origem da família Landim não é apenas tentar descobrir um antepassado em Portugal, mas reconstruir a história de uma família ao longo dos séculos: onde viveram, com quem casaram, quantos filhos tiveram, para onde migraram e como viveram.

    A genealogia é, acima de tudo, um trabalho de preservação da memória da família, para que as futuras gerações saibam de onde vieram.


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REFERÊNCIAS

FARIA, António Machado de. "Armorial Lusitano.Genealogia e Herdldica, Lisbon1961 (1961): 136.

LANDIM, Gaspar Dias. O INFANTE D. PEDRO. Chronica. Bibliotheca de Classicos Portugueses. Lisboa 1892. 5-10.

BAENA, Visconde de Sanches. ÍNDICE HERÁLDICO. Typographia Universal. Lisboa 1872.

MACEDO, Joaryvar. A ESTIRPE DE SANTA TERESA. Fortaleza 1976. p. 7.  


sábado, 28 de março de 2026

OS TERÉSIOS: ORIGEM E PRIMEIRAS GERAÇÕES NO CARIRI


    A história da família conhecida como Terésios remonta ao período de colonização do Vale do Cariri, no sul do Ceará, quando os primeiros povoadores se estabeleceram na região, formando fazendas, engenhos e dando origem a importantes troncos familiares que se espalhariam por todo o Cariri e sertões vizinhos.

    Entre esses pioneiros destacam-se o CAPITÃO JOSÉ PAES LANDIM e sua esposa GERALDA RABELO DUARTE, considerados os fundadores do Engenho de Santa Teresa, localizado no território do atual município de Missão Velha. A partir desse casal teve início a linhagem que ficaria conhecida como Terésios, nome associado ao Engenho Santa Teresa, origem do grupo familiar.

    Dos filhos do casal fundador, destaca-se o Capitão Domingos Paes Landim, casado com Isabel Cruz Neves, considerado o principal tronco de onde se ramificaram diversos sobrenomes tradicionais da região, entre eles: Landim, Vasques, Cruz, Santana, Macedo, Sobreira, Pita, Lobo, Pinheiro, Bezerra de Menezes, Belém, entre outros.

    A partir desse tronco familiar, os descendentes espalharam-se por várias localidades do Cariri, contribuindo para o povoamento, a formação de fazendas, vilas e posteriormente cidades, tornando-se parte importante da história social e econômica da região.


CAPITÃO DOMINGOS PAES LANDIM. Registro de casamento, copiado do original, em Joaryvar Macedo, A Estirpe de Santa Teresa, pág. 16, “Aos dez dias do mês de novembro de mil e setecentos e cincoenta e seis anos no Sítio de Santana desta freguesia de Nossa Senhora da Luz dos Cariris Novos, feitas as denunciações nesta Matriz onde os contraentes são moradores, sem descobrir impedimento algum, em minha presença presentes por testemunhas José Paes Landim e Manuel Paes Landim, pessoas conhecidas, se casaram solenemente por palavras de presente, o Tenente Domingos Paes Landim, filho legítimo do Capitão José Paes Landim e Geralda Rabelo, Natural desta Freguesia, com Isabel da Cruz Neves, filha legítima do Sargento-Mor Manuel da Cruz Neves, já defunto e de Joana Fagundes da Silveira natural da freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Cabrobó, logo lhes dei as bênçãos conforme os ritos e cerimônias da Santa Madre Igreja de Roma de que fiz assento e por ser verdade assinei... Gonçalves Coelho de Lemos -Cura.”   

DESCENDÊNCIA DO CAPITÃO DOMINGOS PAES LANDIM E ISABEL CRUZ NEVES 

FILHOS E NETOS DO CASAL:

A) LUISA PAES LANDIM. Casada aos 17/11/1795, com o Capitão Manuel Antônio de Jesus, pernambucano do Cabo, viúvo de Eugênia Francisca de Jesus, e filha do português Tomás Varela de Lima e da pernambucana, também do Cabo, Mariana Ribeiro Calado. O Capitão Manuel Antônio de Jesus faleceu em, 24/02/1828, aos 77 anos, e foi sepultado na Matriz de Missão Velha. É ele o tronco dos Jesus do Cariri. filhos:

A.1.) Capitão Manoel Antônio de Jesus Junior. Casado duas vezes, primeiro com Rita Maria de Lima em 17/08/1826, e segundo com Maria Teres de Jesus. Rita Maria de Lima era filha de Pedro Francisco Vasques, europeu da Galiza, e Francisca Rodrigues Lima e neta materna do capitão Bartolomeu Martins de Morais, português do Porto e Ana Maria Ferreira, baiana de Salvador.

A.2.) Ana da Apresentação de Jesus. Casada aos 17/01/1816 com Alexandre Raimundo Bezerra, natural do Crato, filho do Capitão Carlos Zacarias de Rezende e Jerônima Maria. O livro de batizados de Missão Velha 1795-1803, fls. 64 v. registra: Ana, f. l. de Manuel Antônio de Jesus e Luisa Paes Landim, nascida em 1797. É o quanto sei sobre Ana da Apresentação de Jesus. 

A.3.) Maria Ribeiro Calado. Casada aos 24/05/1826 com João Francisco Vasques, filho de Pedro Francisco Vasques, natural da Galiza e Francisca Rodrigues Lima. NOTA: O livro de batizados de Missão Velha de 1975-1803, fls. 258, dá: Maria, f. l. de Manuela Antônio de Jesus e Luisa Paes Landim, nascida em 29/10/1800. 

A.4.) Tenente José Antônio de Jesus. Segundo informe do desembargador Manoel Joaquim de Santana ao autor, este seu bisavô tomou parte nos batalhões recrutados pelo destemeroso Capitão-mor José Pereira Filgueiras, para combater no Piauí e no Maranhão, as forças do general português, Cunha Fidié.

NOTA: O livro de Batizados de Missão Velha, de 1795-1803, folha 129, dá: f.l. de Manuel Antônio de Jesus e Luisa Paes Landim, nascido em outubro de 1798. O tenente José Antonio de Jesus casado com Maria Vieira Correia de Sampaio (Mariazinha), filha de Jorge Machado, português, e Ana Correia de Sampaio ou Ana Vieira de Jesus.

NOTA: O Tenente José Antônio de Jesus e Maria Vieira Correia de Sampaio foram os pais de Jacinta Maria de Jesus (Iaiá). A seu respeito registra-se fato singular. Foi genitora de dois expoentes do mandonismo sertanejo (Cel. Antônio Joaquim de Santana - Cel. Santana e Cel. João Raimundo de Macêdo - Joca do Brejão) que, no Ceará, teve sua apoteose ao tempo da oligarquia aciolina. Jacinta casou-se duas vezes na família. Primeiro com Juvêncio Joaquim de Santana, filho de Manuel Joaquim de Santana e Deodora Ferreira Lima ou Deodora Fernandes Vieira Melo, segundo com Raimundo Antônio de Macêdo (Mundoca), filho de João Antônio de Macêdo e Maria das Dores da Encarnação. 

A.5.) Luís. Falecido em 04/06/1803, com 6 meses de idade, e foi sepultado na Matriz de Missão Velha.

A.6.) Pedro Antônio de Jesus (Pepedo ou Pedro Manuel). Casado com Maria Antônia de Jesus (Sinhara).

A.7.) Major João Antônio de Jesus (Major Janjoca). Figura de projeção social e política, em Missão Velha, na segunda metade do século XIV. Alí exerceu entre outros cargos o de Juiz de Órfãos. Consoante informação do Desembargador Manuel Joaquim de Santana, o repentista Zé de Matos decantou o prestígio do Major janjoca e de três outros poderosos do Cariri, nesta quadra:

“Na Missão Velha Janjoca
No Brejão Antônio Joaquim
No Roncador Padre João,
Tonico Cruz no Jardim.”

O Major Janjoca casou com sua sobrinha legítima Maria Francisca de Jesus (Mariazinha), filha de seu irmão Capitão Miguel Manuel Antônio de Jesus Junior e Rita Maria de Lima.

B) ANA. Faleceu com 3 anos e meio, aos 12/04/1770.


C) ANTÔNIA PAES RABELO. Casada com Antônio Manuel de Paes. O casamento realizou-se no engenho Santa Teresa, em casa do pai da nubente, aos 15/07/1789. 

D) JOAQUINA PAES LANDIM. Casada aos 13/02/1804 com Francisco da Silva Belém, natural da freguesia de Santo Antônio do Rio Fundo, Bahia, filho de Luis Correia Franco e Potenciana Joaquina da Conceição. O casamento realizou-se no Engenho de Santa Teresa. Francisco da Silva Belém era irmão, de pai e mãe, do Comandante Joaquim José de Santana, tronco da família SANTANA do Cariri cearense. Segundo o historiador Padre Antônio Gomes de Araújo; de Joaquina Paes Landim com seu marido Francisco da Silva Belém procede a família BELÉM do Cariri. (“A Bahia nas Raizes do Cariri”, in Itaytera, Ano I, nº I, 1955, págs. 19 e 44). 

D.1.) Luisa Paes Landim. Casada aos 06/01/1826, com André Pinto de Mendonça, natural da Freguesia de Missão Velha, filho de Joaquim Aleixo de Mendonça e Maria Caetana de Assunção.

D.2.) Ana Paes Landim. Casada aos 28/02/1832, com João Pereira de Mendonça, caririense, filha de Joaquim Aleixo de Mendonça e Maria Caetana de Assunção. 

D.3.) Maria Paes Landim. Casada aos 06/03/1832, com Manuel Ferreira da Costa, filho de José Ferreira da Costa e Maria Florência.

D.4.) Manuel. Nascido em 15/03/1821

D.5.) Antônio da Silva Belém. Segundo informações a mim prestada por Mons. Raimundo Augusto de Araújo Lima, Vigário Geral da Diocese do Crato e pesquisador a Genealogia caririense, Antônio da Silva Belém casado com Maria Angélica Furtado de Figueiredo, filha de Gabriel Furtado de Figueiredo ou Gabriel José de Figueiredo (filho do Alferes Manuel Temóteo de Figueiredo e Antônia Maria Romana), e de Maria Furtado Leite, (filha do Alferes Manuel Furtado Leite e Joana Correia Platena e Sá).

De Antônio Silva Belém e sua mulher advém os BELÉM DE FIGUEIREDO, ramo dos Terésios, ao qual se vinculam: Cel. José Belém de Figueiredo, antigo chefe político do Crato, deposto em 1904, e vice-Presidente do Estado do Ceará, Cel. Antônio Belém de Figueiredo, irmão do precedente, Dr. Cursino Belém de Figueiredo que pertenceu à Academia de Letras e ao Tribunal de Justiça do Ceará, Dr. Manuel Belém de Figueiredo, médico e farmacêutico em Juazeiro do Norte, Dr. Hildegardo Belém de Figueiredo, clínico, Dr. Manuel Belém de Figueiredo (outro) que foi deputado à Assembleia Estadual Cearense e catedrático da Faculdade de Direito do Ceará, Zuleide Belém de Sá Barreto e Zuila Belém de Figueiredo, professoras do Centro Educacional Prof. Moreira de Sousa, de Juazeiro do Norte, Dr. Luciano Humberto de Mendonça Belém, Juiz de Direito no Estado da Guanabara, e tantos outros Belém, ilustres ou não. Foi o que consegui saber sobre a prole de Joaquina Paes Landim. 


E) LEOCÁDIA PAES LANDIM. Falecida, viúva com 70 anos de idade, em 09/01/1829, e foi sepultada na Matriz de Missão Velha, “de grades acima, envolta em hábito branco”. Fora casada com o Alferes Joaquim Antônio de Macêdo, português do Bispado e Leiria, e tronco dos MACÊDOS do Cariri. 
Porquanto foi registrado que o Alferes Joaquim Antônio de Macêdo era baiano de Salvador, em Itaytera, nº I, ano I, 1955, pág. 26, transcrevo parte de um dos registros eclesiásticos que provam a origem lusa do citado Alferes. 
"Ana, filha legítima de Joaquim Antônio de Macêdo, natural do Bispado de Leiria e de sua mulher Leocádia Paes Landim, natural desta freguesia de São José do Cariri Novo e moradores em Santa Teresa, neta paterna ignora-se e materna de Domingos Paes Landim, natural desta freguesia de São José do Cariri Novo e de sua mulher Isabel da Cruz Neves, natural do Rio de São Francisco ...” (Livro de Batizado Missão Velha, 1795-1803, fls. 278).

De Leocádia e seu marido topei os filhos seguinte: 

E.1.) Clemência Teresa de Jesus. Casada aos 31/10/1808, no Engenho de Santa Teresa com Manuel José de Sousa, do Icó, filho do Capitão Manuel de Lavor Paes e Bernardina Gomes do Bonfim. 

E.2.) Manuel Joaquim de Macêdo. Casou aos 9/11/1811, na Matriz de Nossa Senhora da Expectação do Icó, com Ana Francisca do Sacramento; filha de Antônio Cardoso e Francisca Xavier da Silva. É quanto sei sobre ele. 

E.3.) Joaquina Teresa de Macêdo. Aos 8/4/1825, no Engenho de Santa Teresa, casou-se com seu primo legítimo Vicente Ferreira da Cruz, filho de seu tio materno José da Cruz Neves e Inácia Maria de Jesus Ferreira. Residiram no sítio Paus Brancos. Do inventário de Joaquina Teresa de Macêdo, feito em 1856, constam, dela com seu marido, dez filhos. 

E.4.) Ana Joaquina da Encarnação. Casada aos 21/08/1830 com Vicente Ferreira de Carvalho, natural de Lavras da Mangabeira, filho de Alexandre Gonçalves de Carvalho e Anastácia Gomes de Jesus. 

E.5.) Antônio. Falecido aos 9 anos de idade, em 02/04/1793 e foi sepultado na Matriz de Missão Velha. 

E.6.) Antônio (outro). Falecido com um ano de idade, em 01/03/1799 e foi sepultado na Matriz de Missão Velha. 

E.7.) Manuel. Falecido com 13 dias, em 07/01/1802 e foi sepultado na Matriz de Missão Velha. 

E.8.) Capitão José Joaquim de Macêdo. Residiu em Crato, onde foi proprietário de vários sítios. Em 1862, serviu ali de testemunha no processo de ordenação do Padre Pedro Ferreira de Melo. Casou-se com Rosa Perpétua do Sacramento, de Crato, filha do sergipano Antônio Ferreira Lobo e da caririense Rita Perpétua, casal trocnco dos LOBOS do Buriti-Crato. Rita Perpétua era filha do Capitão João Lobo de Menezes e Rita Maria Bezerra, e neta por via paterna, de Manuel Cabral de Melo e Maria do Amparo Bezerra, e por via materna, do paraibano Alferes Manuel de Sousa Pereira e da caririense Caetana Perpétua do Nascimento Bezerra de Menezes. O Alferes Manuel de Sousa Pereira era filho do português lisboeta Antônio de Sousa Pereira e Maria da Silva Correia, natural de “Tacoara”, e sua mulher Caetana Perpétua era filha do sergipano Capitão Antônio Pinheiro Lobo e Mendonça e sua mulher, a pernambucana Joana Bezerra Monteiro ou Joana Bezerra de Menezes, e irmã do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro. O Capitão Antônio Pinheiro Lobo e Mendonça, que descendia em linha reta do casal luso-tupinambá Diogo Álvares Correia, o Caramuru, e Catarina Álvares, a Paraguaçu, é tronco, no Cariri, dos BEZERRAS DE MENEZES, PINHEIROS, MONTEIROS, LOBOS DE MACÊDO, entre outros. 

Viúvo, o Capitão José Joaquim de Macêdo casou a segunda vez, aos 23/11/1853, em Crato, com a viúva do Coronel Francisco Xavier de Sousa, Maria Xavier e Sousa, com quem provavelmente não teve filhos. Os LOBO DE MACÊDO procedem dele com a primeira mulher – Rosa Perpétua do Sacramento. Seus filhos nasceram no Crato. 

E.9.) Francisco Antônio de Macêdo. Casado com Perpétua Maria do Sacramento ou Perpétua Mariana de Macêdo, cratense, filha de Antônio Ferreira Lobo e Rita Perpétua. 

E.10.) João Antônio de Macêdo. Casado três vezes, nos Terésios. 1ª com Francisca de Freitas Bizarria; 2ª com Maria de Freitas Bizarria, irmãs, suas primas legítimas filhas de Manuel de Freitas Fragoso e Maria da Cruz Neves; 3ª com Maria das Dores da Encarnação (Dôre), filha de Antônio Paes Landim Júnior e Cosma Maria do Amor Divino. O 2º casamento de João Antônio de Macêdo realizou-se aos 11/04/1836 na então capela de Santo Antônio em Barbalha. Sua terceira mulher, enviuvando, convolou segundas núpcias com Manuel Inácio da Cruz.
F) MARIA DA CRUZ NEVES. Casada aos 11/11/1793, no Engenho de Santa Teresa, com seu primo legítimo, natural do Icó, Manuel de Freitas Fragoso, filho de Francisco Freitas Fragoso, natural de Olinda, e de Eufrásia da Cruz Neves.

F.1.) Francisca de Freitas Bizarria. Casou-se com o primo legítimo João Antônio de Macêdo, filho do Alferes português Joaquim Antônio de Macêdo e Leocádia Paes Landim.

F.2.) Isabel. Batizou-se em 1796...

F.3.) Maria de Freitas Bizarria. Aos 11/04/183, na então capela de Santo Antônio de Barbalha, casou-se com João Antônio de Macêdo, viúvo de sua irmã Francisca de Freitas Bizarria.

F.4.)  Antônia. Nascida aos 27/07/1802...

G) JOSÉ DA CRUZ NEVES. Aos 05/11/1796 casado com Inácia Maria de Jesus Ferreira, natural da Serra do Martins, filho de Leandro Borges e Sebastiana a Fonseca Ferreira.

G.1.) Maria da Conceição de Jesus ou Maria da Cruz Neves. Aos 30/11/1802 casada com Joaquim Paes Landim, seu primo segundo, filha do Tenente Antônio Paes Landim e Antônia Clara Josefa Mariana, e viúvo de Ana Maria de Jesus.

G.2.) Padre José Francisco Sales Landim. Segundo a tradição da família era conhecido como “Padre Landim” e teria residido no Estado do Maranhão onde possuía propriedades, tendo deixado descendentes lá. Encontrei-o em minhas escavações, celebrando cerimônias religiosas de batizados, na freguesia de Missão Velha em 1842, 1844, 1854, 1855, e de casamentos, no sítio Francisco Gomes, freguesia do Cato, no preito ano de 1855.

G.3.) Francisca de Sales Landim. Casada com seu primo legítimo, Domingos Paes Landim (homônimo do Avô – Capitão Domingos Paes Landim). Falecido com 42 anos de idade, aos 18/11/1837, sendo sepultado na Matriz de Missão Velha.

NOTA: Francisca Sales Landim e Domingos Paes Landim são pais de Joaquina de Sales Landim (Quininha), aos 13/09/1859 na Santa Teresa, casada com seu primo legítimo João Manuel da Cruz (Joca da Gameleira), filho de Manuel Inácio da Cruz e Josefa Maria do Espírito Santo. Estes por sua vez são pais de Maria da Soledade Landim (Marica Macêdo ou Marica do Tipi). Falecida aos 06/01/1924. Residia no Sítio Tipi, município de Aurora, onde se tornou politica de muita influência (ver história em outra publicação). 

G.4.) Antônia Maria de Jesus. Aos 15/07/1830, na Santa Teresa, casada com Antônio Lopes do Bonfim, natural da Freguesia de Missão velha, filho de João Lopes Caminha e Maria da Visitação de Jesus. 

G.5.) Maria da Penha de Jesus. Casada aos 15/07/1832, na Santa Teresa, com João Moreira da Costa, cratense, viúvo de Maria Josefa da Conceição, sepultada na Matriz do Crato. Residiram no Sítio Francisco Gomes, no município cratense.

G.6.) Vicente Ferreira da Cruz ou Vicente da Cruz Neves. Aos 08/04/1825 casado com sua prima legítima Joaquina Teresa de Macêdo, filha do Alferes Joaquim Antônio de Macêdo e Leocádia Paes Landim.

G.7.) Manuel Inácio da Cruz. Casado duas vezes, 1ª com Josefa Maria do Espírito Santo, filha de Lourenço Saraiva da Silva e Rosa Francisca do Espírito Santo, 2ª com Maria das Dores da Encarnação (Dôre), dos Terésios, filha de Antônio Paes Landim Júnior e Cosma Maria do Amor Divíno, e viúva de João Antônio de Macêdo, de quem tinha sido terceira mulher. O seu segundo casamento, que foi abençoado pelo Padre José Francisco de Sales Landim, realizou-se em seu próprio oratório, aos 12/02/1865, como reza o registro: “... no oratório de Manuel Inácio da Cruz, no Sítio Santa Teresa...”

G.8.) Ana. Nascida em 24/01/1801.

G.9.) José. Nascido em 17/01/1814.

H) PERPÉTUA. Batizou-se aos 19/03/1762. 

I) ÚRSULA PAES LANDIM. Casada com Joaquim de Albuquerque Pita, natural de Olinda – PE, filho de Luis de Melo Albuquerque Pita. O Casal é tronco dos PITAS do Cariri cearense.
I.1.) Izabel da Cruz Neves. Falecida viúva, com 70 anos, aos 26/01/1850, sendo sepultada na Matriz de Missão Velha. Casada aos 28/05/1808 com Luis do Rêgo Barros, filho de Luis do Rêgo Barros e Josefa Maria da Conceição.

I.2.)Manuel. Falecido com 40 dias, aos 26/05/1793, foi sepultado na Matriz de Missão Velha.

I.3.) Luis de Melo de Albuquerque. Falecido solteiro a 27/07/1801 e foi sepultado na Matriz de Missão Velha.

I.4.) José. Falecido com 6 anos, em 19/02/1798, sendo sepultado na Matriz de Missão Velha.

I.5.) Pedro José de Albuquerque Pita. Casado com Gertrudes Maria Xavier, natural de Icó.

I.6.) Inês. Nascida aos 23/07/1799.

I.7.) Joaquim José de Albuquerque Pita. Casado com Rufina Maria Xavier, em 1818, ela natura do Icó e filha de Manuel Gonçalves Aleixo e Rita Maria Xavier.

I.8.) João Pita Pôrto. Casado aos 26/11/1829, com Maria Germana de Jesus, filha de José Joaquim Ferreira Lima e Francisca das Chagas de Jesus.

J) SIMÃO RODRIGUES DAS NEVES. Casado duas vezes, 1ª com Isabel da Cruz Neves, natural da Freguesia de Missão Velha, filha de Francisco ou Florêncio Pereira e Josefa Maria, 2ª com Joana Maria de Jesus, sergipana, filha de Quirino Pereira de Vasconcelos e Josefa Maria de Jesus, ambos sergipanos de Lagarto. 

Filhos do 1º matrimônio:

J.1.) Maria Madalena de Jesus. Aos 19/01/1802. Casada com Manoel Paes Landim, filha de Máximo de Sousa e Isabel Maria do Nascimento ou Isabel Paes Landim. Foram dispensados de consanguinidade em 3º grau.

J.2.) Domingos. Nascido em 1796.

Filhos do 2º matrimônio de Simão Rodrigues das Neves

J.3.) Ana. Nascida em 22/09/1799. Foi-lhe padrinho de batismo o Capitão-mór do Crato José Pereira Filgueiras.

J.4.) Francisco. Nascido em 12/12/1801.

J.5.) Josefa. Batizou-se em 1804.

K) FRANCISCA PAES LANDIM. Casou-se com o Alferes Cosme Ferreira de Brito, natural de São Mateus dos Inhamuns, filho e João de Brito Saraiva, pernambucano de Goiana, e de Rosa Ferreira, cearense dos Inhamuns.

K.1.) João. Batizado em 1796 e falecido com 2 anos e 2 dias em 29/06/1798.

K.2.) Joana. Batizada em 1798.

L) TOMÁSIA DA CRUZ NEVES. Casada aos 09/01/1800, com Tomás Varela de Lima, natural da Freguesia de Missão Velha, filho do Capitão Manuel Antônio de Jesus e sua primeira mulher Eugênia Francisca de Jesus. Tomásia casou com um enteado de sua irmã Luisa Paes Landim, segunda mulher do citado Capitão Manuel Antônio de Jesus. 

M) ALFERES GONÇALO DA CRUZ NEVES. Aos 09/01/1800, casou-se com Maria Ribeiro Calado, natural da Freguesia de Missão Velha, filha do Capitão Manuel Antônio de Jesus e Eugênia Francisca de Jesus, sua primeira mulher. Casou-se, portanto, o Alferes Gonçalo, também com uma enteada de sua irmã Luisa Paes Landim. Viúvo, o Alferes contraiu outras núpcias com Rosa Maria de Jesus ou Rosa Maria da Cunha.

Filhos do 1º casamento:

M.1.) Lourenço. Nascido aos 11/11/1800 e foi batizado na Santa Teresa. Falecido aos 21/01/1801.

M.2.) Manuel Gonçalves das Neves. Falecido com 23 anos, aos 11/03/1825, sendo sepultado na Matriz de Missão Velha.

M.3.) Ana Paes da Encarnação ou Ana da Cruz Neves. Aos 07/07/1820 casou-se com Pedro Pereira da Cunha, natural da Freguesia de Missão Velha, filho de João Pereira da Cunha e Inês Maria.

M.4.) Teresa Maria de Jesus. Aos 07/07/1820 casou-se com Gonçalo Pereira da Cunha, natural da Freguesia d/e Missão Velha, filho de João Pereira da Cunha e Inês Pereira

Filhos do Alferes Gonçalo da Cruz Neves com Rosa Maria de Jesus ou da Cunha:

M.5.) Inês. Nascida aos 25/07/1816.

M.6.) Severino. Nascido aos 16/12/1817.

M.7.) Francisca da Cruz Neves. Aos 14/06/1830 casou-se com Manuel Leite Tavares, filho de Antônio Leite dos Santos e Francisca de Jesus Tavares.

M.8.) Francisco da Cruz Neves. Aos 06/03/1848, no Sítio Brejão, casou-se com Maria de Freitas Bizarria, dos Terésios, filha de João Antônio de Macêdo e Francisca de Freitas Bizarria.

M.9.) Joaquina da Cruz Neves. Aos 29/11/1833 casou-se com Teodoro Antunes Pinheiro, paraibano de Sousa, e viúvo de Luzia Maria Bezerra.

N) FELÍCIA DA CRUZ NEVES. A 01/09/1802, na Santa Teresa casou-se com Luis da Rocha, natural da então cidade da Paraíba, filho do Capitão Francisco Antônio de Matos e Águeda Maria da Rocha. 

O) ALFERES ANTÔNIO PAES LANDIM (ou Antônio Paes das Neves). Casado com Ana Maria da Conceição ou Ana Maria de Brito. Pais de:

O.1.) Tte.-Cel. Antônio Gonçalves Landim. Foi Comandante do Corpo de Cavalaria Nº 1 da Guarda Nacional do Crato...

O.2.) Manuel. Falecido em 14/07/1798, com 10 meses e 13 dias, sendo sepultado na Matriz de Missão Velha.

O.3.) José Gonçalves Landim. É este o José Landim assassinado pela força pública, aos 08/09/1856, numa eleição para Juiz de Paz e membros da Câmara Municipal. Pertencia ele ao partido liberal e foi baleado na Matriz do Crato. Houve ferimentos em outras pessoas. Ao evento se refere Joõ Brigido em O Ceará, Homens e Fatos pág. 489. E Irineu Pinheiro, em Efemérides do Cariri, pág. 142, afirma que “por ordem do vigário forâneo, Tomaz Pompeu e Sousa Brasil, foram excomungados pelo vigário do Crato o delegado culpado e dois soldados do destacamento”.

José Gonçalves Landim, casado com Isabel Macêdo Landim que, aos 13/10/1857, casou-se com Otávio Adrasto de Lima, viúvo e Sinem Leopodina da Franca, depois de dispensados de parentesco no “3º grau atingente 2º e 4º em que se achavam ligados”. 

O.4.) Francisca Xavier de Brito. Aos 25/06/1801, casou-se com Domingos Gonçalves Sobreira, cratense, filho do Capitão Domingos Gonçalves Sobreira e Rita dos Prazeres Cabral.

Domingos Gonçalves Sobreira, o filho residia no Sítio Timbaúba do termo do Crato. Tronco dos SOBREIRAS de Juazeiro do Norte, contraiu segundas núpcias com Teresa de Jesus Cavalcante. Em 1851, em Crato, procedeu-lhe o inventário, do qual constam seis filhos herdeiros, destes, um só da primeira mulher, ou seja, Francisca Xavier de Brito.

O.5.) José Gonçalves Landim ou José Gonçalves Pita. Casou-se com Ana Maria do Carmo, da Freguesia do Crato, filha do Capitão João Lobo de Menezes e Rita Maria Bezerra.

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Texto baseado na obra: A Estirpe de Santa Teresa de Joaryvar Macedo, com adaptação e organização de Jonas Landim.





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